Segunda-feira, Junho 29, 2009
Esse é um daqueles posts burocráticos, que servem para informar. Informar que quase ao fim do sétimo dia de internação (ou, na quinta-feira da semana passada), veio o dotô e disse: vai, mulé, vai ser feliz em casa. E eu fui. E que eu agora sou a menina da bolha: durante os próximos 6 meses, enquanto tiver tomando o anticoagulante, não devo me cortar ou me machucar. 77 tem redobrado a atenção e não deixa eu usar facas. Fora isso, vidanormal. Foi um susto, eu sei. Mas mais pros outros que entendem de medicina. Quando o primeiro médico me disse que suspeitava de um "tromboembolismo", eu quase falei: "então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?", tanto que eu andava com o poeminha do Bandeira na cabeça nos últimos dias. Sim, eu tô falando sério.
Mas o que importa é que estou bãim e que hoje 77 y yo saímos de mini férias junto com a família Trapo de Lima, todinha aqui na sala do Chamego Center, arrumando malas. Seguimos todos prum chalé romântico em Gramado e vamos desfrutar as maravilhas da serra gaúcha. Dias e dias offline, curtindo a vida com o marido e os tios e primos mais amados do mundo. Volto sexta pra civilização. Cuidem-se daí, que eu me cuido daqui.
# . por Joelma
Terça-feira, Junho 23, 2009
Ah, eu esqueci de botar no post abaixo o link que Denize me mandou. Outro vídeo-entrevista de Narcisa, para o site da Glorinha Kalil. Ela, Narcisa, anuncia: "chique é ser simples e confortável" e dá aquele sorriso sincero e enigmático (sic!) acompanhado de um olhar matador e vesgo pra câmera. Eu caí no chão, me quebrei toda e me juntei depois. Tem também outra parte divertida quando ela diz que é PRESS INTERNACIONAL e ADEVOGADA formada pela OAB. Mas a melhor parte é quando ela é indagada: "Narcisa, qual a sua musa fashion?", ao que Narcisa responde "Madonna. E o Dalai Lama". Duvidou? Vá clicar, vá. Se você não tiver problema com vergonha alheia, vai se divertir tanto quanto eu. Vá, vá.
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Esses dias tocou CHARME DO MUNDO, de Marina (que no meu tempo não era Lima) no rádio. Eu achei tão lindo, tão lindo, tão lindo. Me senti tão xovem, tão xovem, tão xovem só de ouvir aquilo. Então eu pensei assim: se é pra eu ter um parâmetro juvenilis, daqui pra frente, é Marina cantando CHARME. E o clip oitentista-bonachão é uótimo:
Eu tenho febre, eu sei / É um fogo leve, que eu peguei
Do mar ou de amar, não sei / Mas deve ser da idade.
Acho que o mundo faz charme / E que ele sabe como encantar
:~
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Esse é um post inédito. É um post postado diretamente do quarto 818 do Hospital Mãe de Deus. Porque a dor é pública, cara é feita pra bater e eu já escancarei a intimidade no tuíte mesmo - e sempre escancarei aqui, sem nenhum pudor. O causo é que: lembram das dores aquelas? as que me levaram, duas vezes, à emergência, uivando e gritando e chorando? então nós fomos investigar e já temos um diagnóstico: eu tive uma embolia pulmonar. Estou no hospital, internada, desde sexta-feira, sendo bem cuidada, tratada, medicada e assistida. Se eu fosse contar todas as peripércias que passei desde sexta, ia dar um post daqueles, cheio de luxo, lixo hospitalar, poder, glória e unha encravada. Mas essas injeções de anticoagulante na barriga dão uma preguiça, uma sonolência, um tédio e uma vontade de fazer nada... Fato é que estou aqui: com vista pro Guaíba, tv a cabo, ar condicionado, wireless, visita liberada, dieta LIVRE e sem previsão de alta. Estou bem. Tentando manter o bom humor - ainda não mordi nenhum enfermeiro - e exercitando ao máximo a palavra "paciente".
Animación médica - nada elucidativa - que representa la formación de una embolia pulmonar.Um oferecimiento: 77 del Arrabeus:
Quando não estou recebendo visitas, nem tuitando, nem mandando e-mails pras pessoas e aproveitando ao máximo o wi-fi do hospital, eu me agarro no Caio F. Estou relendo o Pequenas Epifanias e o que o Caio me diz tem um sentido novo, um sentido outro. Vez em quando eu levanto, vou até a minha janela, olho o Guaibão e penso que este é o Menino Deus do Caio. Pensar isso me conforta. Estar com o Caio F. me conforta.
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Ah, sábado eu e o monomulti estivemos em matéria de capa do Caderno B da Gazeta de Alagoas em matéria sobre blogs assinada por Janayna Ávila. Tenho o pdf da matéria, depois coloco aqui, hu?
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(...) Que algo sempre nos falta - o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta" (Caio Fernando Abreu na crônica Existe sempre alguma coisa ausente)
# . por Joelma
Sexta-feira, Junho 19, 2009
"
XII
O planêta seguinte era habitado por um bêbado. Esta visita foi muito curta, mas mergulhou o prìncipezinho numa profunda melancolia.
- Que fazes aí? perguntou ao bêbado, silenciosamente instalado diante de uma coleção de garrafas vazias e uma coleção de garrafas cheias.
- Eu bebo, respondeu o bêbado, com ar lúgubre.
- Por que é que bebe? perguntou-lhe o prìncipezinho.
- Para esquecer, respondeu o beberrão.
- Esquecer o quê? indagou o prìncipezinho, que já começava a sentir pena.
- Esquecer que eu tenho vergonha, confessou o bêbado, baixando a cabeça.
- Vergonha de quê? infestigou o prìncipezinho, que desejava socorrê-lo.
- Vergonha de beber! concluiu o beberrão, encerrando-se definitivamente no seu silêncio.
E o prìncipezinho foi-se embora, perplexo.
As pessoas grandes são decididamente muito bizarras, dizia de si para si, durante a viagem.
"
Cíclico.
(Nada mais me importa essa noite - só o meu princepezinho e eu. Sim, aquela mesma surrada, esgualepada, amarelada & sem capa edição brasileira de 1966, do Le Petit Prince, herdada de mamãe quando esta morava e estudava em um internato no Recife - sim, cada vez fica mais rico em detalhe o objeto de minha herança. e mais melhó)
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A queda do diploma (ou o fim da exigência do diploma de jornalista para exercício da profissão), obviamente, suscitou muita discussão, celeuma, queda de braço, lutas de egos, briga de mulher na lama e piada sem graça do tipo: não apanha pra pegar que eu vejo teu cofrinho. Eu? Obviamente não tenho nadica relevante pra falar sobre o assunto aqui. Porque não, né? #cansei #afetomorta
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Eu tinha uma pergunta retória da semana pra colocar aqui. Mas eu esqueci.
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Se você está cagando no maiô para o futebol, como eu, e mora em portalegre, como eu, convoco para ouvir TANGO, mui bem executado [por um señor de fino trato + um velhinho elegante], e beber cerveza preta, mui xelada, na próxima quarta-feira à noite, no Parangolé (ali na Lima e Silva). A convocatória tem a ver com revolução & rosas na boca. Vive la résistance! (e la vida lôca, craro. Né não, Levinha?)
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Às armas, cidadãos!
# . por Joelma
Terça-feira, Junho 16, 2009
Eu tenho a lembrança bem viva. Eu bem pequena, na CACUNDA do meu pai, na praia da Pajuçara, em Maceió, num show, DE GRAÇA, desses muchachos aí, ó:
por que? por que? por que, néam?
[mellhor parte, cantem xunto:
"(ok, tudo bem, isso é tremendo)
Isso é tremendo
(e agora queremos que vocês nos conheçam um por um)
Isso é tremendo
(começando com Dario)
Isso é tremendo
(Welbérh)
Isso é tremendo
(Marito)
Isso é tremendo
(Gustavo)
Isso é tremendo
(Theo)
Isso é tremendo!"]
Fala sério que a mãe desses guris botaram o nome deles de WELBÉRH e MARITO? Fala bem sério?
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Oscar Quiroga me disse, ôuj, que A Verdade (maiúsculas por minha conta) não é uma coisa que se saia por aí, se dizendo, duela a quem duela. Mas por que só me diz isso ôuj, Oscar?
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E o meu pesadelo de consumo da semana passada era a gravação do Seu Boneco cantando "AÍ EU VOU PRA GALERA / QUANDO COMO SOU FELIZ / SE NÃO COMO, VIRO FERA". Procurei no google, revirei o you tube, apelei no tuíte. Em vão.
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Parem as máquinas. Ela quer me matar. De amô, né? De puro amô.
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Vendo um vídeo do Polegar, sexta à noite, no Chamego, 77 pergunta:
"Com exceção do engolidor-de-Bic, por onde andam esses caras?"
Eu respondo:
"Devem estar por aí, dando curso e treinamento em COACHING.
Vai dizer, esses ex-astros teen dos anos 80 só podem ser, hoje, consultores de coaching e viver, ironicamente, de palestra motivacional sobre... sucesso! Só pode.
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No próximo post, Menudos, Tremendos, Locomias, Dominós, Polegares, New Kids On The Blocks... e Ciclone cantanto NAMORADO DESCARTÁVEL DO TIPO ONE WAY.
(brincadeiriiiii-nháaaaaaa)
# . por Joelma
Segunda-feira, Junho 15, 2009
Às vezes eu adoro muito Narcisa - e, vejam bem, até me identifico. Narcisa é qualquer coisa. Narcisa é filosofia de banheiro de boteco em estado bruto. Narcisa é o que há.
Narcisa dá entrevista bêbada, cheia de balacobaco, musa encarnada, em pleno carnaval, a Amaury, e o que ela diz, com toda aquela voz enrolada e aquele suposto bafo de uísque, não faz a menor diferença se ela estivesse sóbria, em uma vernissage no Museu de Arte Moderna. Ou jantando no Fasano. Não faz.
Espia só:
“Eu sou básica, eu sou famosa e eu sou a hours concours desse baile... (...) a vida, mesmo louca e absurda, é um eterno aprendizado. E viva a nossa felicidade, porque tudo é o momento, depois passa. (...) Agora eu só danço e a gente tá no melhor baile. (...) Vou lançar [o livro] no mundo inteiro, inglês, francês, árabe, que eu quero ficar milionária. Não aguento mais ser pobre! ”
E por aí vai.
A vida é mesmo louca e absurda. Nué?
Ou não.
E eu gostcho.
A parte da identificação é que Narcisa, assim como eu, você e todo mundo, quer mais, no fundo, é ficar milionária e rosetar. Não nessa ordem.
E quem não quer?
Inspirada em Narcisa, eu já antecipo meus desejos de fim de ano pra agora: em 2009 (2010, 2011, 2012...) eu quero "sucesso profissional e muita viagem com sexo e saúde". Ixalá! ou melhor: ai, que loucura!
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Como a vida não é só purpurina no baile de gala do Copa, eu ligo pela terceira vez pra mulher do junker, rogando pra que ela me passe um orçameto, polamor de jesus.
"ah, dona joelma, eu ia mesmo mandar e-mail pra senhora. Nós não vamos poder fazer o serviço na sua casa."
Eu achei até que era alguma coisa pessoal, sabem? Mas ela explicou, toda cheia de dedos, uns sete em cada mão, que estão sem INSTALADOR HIDRÁULICO. O moço que foi na minha casa, e que era, na verdade, um personagem de gibi, não deu certo.
Eu perguntei se ela tinha alguém pra indicar. Ela disse que não.
Eu disse que era lamentável porque eles tinham sido muito bem indicados e agora eu tinha ficado na mão.
Eu contei até dez mentalmente.
Eu não fui grossa com a moça. Eu não fiquei mais irritada com a situação do que deveria. Mas tive um tiquinho de vontade.
Alguém aí tem um INSTALADOR HIDRÁULICO pra me indicar?
Segura na mão de Narcisa. E vai lacraia!
# . por Joelma
Sexta-feira, Junho 12, 2009
regismarques é meu novo ídalo.
por causo disso:
e disso:
e dchi mais isso:
Agora eu vou voltar à labuta porque às vezes a vida é assim mesmo: a gente fica aqui, perdendo de aproveitar um baita feriadão de frio e chuva, nué mesmo?
"Um beijo nesse seu coração BONITO!"
# . por Joelma
Segunda-feira, Junho 08, 2009
Então tá combinado é quase nada é tudo somente amizade e amizade. Minha mente é um poço sem fundo, minhas cabelas tão viradas num ninho de ratazanas e minha casa tá o quadro da dor de dente. Se a casa é o reflexo do dono, eu não sei se 1) se sou uma pessoa em constante mutação ou 2) uma eterna insatisfeita.
Fato é que o Chamego Center está em óperas para melhor atender a nós mesmos. 77, o obreiro e marido, tem um projeto de um pseudo-puxadinho, que mais parece o plano infalível do Cebolinha ou do Coyote pra pegar o Papa-Léguas. Não é bem um puxadinho, mas a gente é classe média e a gente gostcha de encher a boca pra dizer que vai fazer um puxadinho. Mas a verdade, nuda & cruda, é que é solamente uma cobertura de um pátio. E não é mais um gazebo I like chopin pra chamar de seu e tomar champanha debaixo em dias quentes. Porque dias quentes nem há. Nem banda, nem orquestra, nem nada. Há sarrafos de madeira de reflorestamento e telhas transparentes & muita boa vontade. Além de um homem y uma mulher de boa índole. Atesto. E dou fé. Café não costuma faiá.
(Há ainda um armário - de cozinha - de ponta cabeça na sala. Mas isso é sempre outra estória)
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E amanhã é dia de fazer eco e tomo. Tomo e eco. Pra pessoa não esquecer de lembrar da dor que dói do lado deretcho do petcho. Um tango argentino no lado A e um chachado nordestino no lado B prontos pra dar PLAY, creuseback.
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Pelo direito de virar à direita.
Pelo direito de dobrar a esquina.
Pelo direito de rolar, ladeira abaixo.
Pelo direito de chafurdar. No lodo, que na lama é baixo astral.
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Olhe fixamente para a parede chocolate vazia abaixo:
Logo ela estará cheia de quadros. An-hã.
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Eu tô que nem Nanna Matha: achando que o meu inferno astral chegou 6 meses antes esse ano. Então, depois da sessão pancada forte na cabeça, também conhecida como psicanálise, eu subo, ladeira acima, sob o sol gelado do meio dia, ouvindo o disco de natal da Aimmé Mann no iPobre e tudo faz sentido: merry christmas! merry christmas! cantarola a moça de fones nos zuvidos. Se é assim - december is here! - , a moça de botas cor de rosa, fones de zuvido, subindo a ladeira no sol gelado do meio-dia que canta odes ao chistimas time (arf arf) quer presentes no fim do mês.
Vida: tu ainda me paga.
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Eu já disse que - além de presentes - nós teremos visitas no fim do mês? Titia e titio e os dois priminhos - Bernardo, de 7, e Beatriz, de 5 anos. Família Trapo de Lima toda vem passar frio no Rincão Grande do Sul. Eu tô feliz que só a gota serena. Diz até que as obras ficam prontas até lá. La-raiá.
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A quem matou a poesia: OBRIGADA.
# . por Joelma
Sexta-feira, Junho 05, 2009
"abrazo tibio
abrazo tibio
amigo lindo
amigo lindo
charlar contigo
charlar contigo
sertir tu abrigo
sertir tu abrigo
be kind, for everyone you meet is fighting a hard battle
llorar de risa
llorar de risa
perder la prisa
perder la prisa
cantarle al viento
cantarle al viento
perder el tiempo
perder el tiempo
be kind, for everyone you meet is fighting a hard battle
amigo lindo del alma..."
(Be kind, de la abuela de Bob Dylan y Daniel Drexler)
...
Vamos combinar assim: que eu vou voltar a ser o que eu sou e deixar de ser essa pessoa chata que tenho sido? essa pessoa carrancuda, atarracada, abarrotada, amassada, atrapalhada? Vamos? Vamos voltar à leveza, à beleza, às sutilezas? Vamos? Vamos?
É pusque eu preciso saber da piscina, da cajuína, da cilibrina, da Adamantina, da jacutinga. Eu preciso saber de mim. De mim. De mim, beibi.
E eu como vou como vai como vem? Eu vou indo e você como vai? E você como vai eu vou indo e você?
Eu tava aqui lembrando daquele dia que eu digitei a senha do banco no microondas, vejam só, e me quedando de risas. Me quedando de amores, mi amores. Por que me miras se não me sacas para bailar? Ai ai caramba, carambolas, cara caramba cara cara-ô. Minha mente é uma jukebox desgovernada, eu já disse? Não, eu não disse. Outro dia mesmo eu tava cantarolando aquela música do Yahoo: "eu não quero touca em você ó beibi". Pamonha pamonha pamonha. Vai pamonha vai cural vai mingal vai lacraia! Não, eu não fumei um porro um perro um brau um James Brown com vocal, brôu. Nem o carlinhos brau nem o caralhinho que me carregue. "Eu só quero você e mais nada", beibi. E pepeu. Eu e você você e eu. Juntinhos. Na rua na chuva ou na fazenda. Mas no final do mês tem carnaval.
Tocou a campainha.
Acabou o recreio.
OU tá só começando.
# . por Joelma
Quarta-feira, Junho 03, 2009
"(...)Eu por aqui vou indo muito bem / De vez em quando brinco Carnaval
E vou vivendo assim: felicidade
Na cidade que eu plantei pra mim / E que não tem mais fim" (Mamãe Coragem - Caetano Veloso/Torquato Neto)
:~~
Às vezes você não sabe porque gosta, só gosta.
Às vezes você sabe, e bem, porque gosta e respeita.
Ave Caetano. Ave.
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Ontem à tarde, no escritório, atendente de telemarquetchin da american express:
"Alô senhora joelma, tudo bem com a senhora?"
"Não."
"... n-n-não?"
"Não."
"Por que não está tudo bem com a senhora, senhora Joelma?"
(sim, eu me divirto. e o 77 disse que ia rezar alguma coisa pra pobre alma antes de dormir)
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Um dia de cada vez. A lição do dia é: (não) aprendendo a ficar calada quando é pra ficar calada.
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Suspendam os exames, as consultas e todo o resto. Taqui o diagnóstico.
# . por Joelma
Terça-feira, Junho 02, 2009
Domingo frio no Chamego Center:
77: Ouve essa música, Jojo. Ela é tão triste.
Jojo: É, ela é bem triste.
77: É sobre o hamster dele.
Jojo: O hamster?
77: É. O hamster dele que morreu.
Jojo: Nossa, Sete, que triste...
(...)
Jojo: Sete? Ele chamava o hamster dele de "darling"?
77: Você acredita em tudo o que eu digo, né?
Sim, eu acredito em quase tudo o que ele diz.
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Eu ia fazer um post daqueles cheinho de perguntas que começava assim: a gente é o que a gente sofre? Mas deixei pra lá. Preguiça demais pra começar a me fazer perguntas sem respostas.
A propósito: continua doendo, mas só quando respiro.
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Momento filosofia de banheiro sujo de boteco: fazer de conta que o problema não existe não vai fazer com que o problema não exista. Fazer de conta que eu não existo não vai fazer com que eu não exista. Fazer de conta que você não existe não vai... ok.
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Tô vivendo como um AA: só por hoje eu não vou me estressar, não vou me irritar, não vou mandar o atendente de telemarquetching à merda, não vou deixar minhas bochechas formigarem por maus pensamentos, não vou chegar à beira de um enfarto por pouca bobagem. Mas hoje, só hoje, tá foda.
...
Então o inverno resolveu começar no outono e eu começo o dia ouvindo Yusufinho Islamsinho cantando Don't Let Me Be Misunderstood. No repeat. Das coisas mais lindas que há nesse vidão de meu deus. Não sei se choro de alegria ou sorrio de canto de boca de melancolia.
...
Socuerro! O jornal Sutiã está me seguindo no tuíte!
# . por Joelma
Quarta-feira, Maio 27, 2009
No último episódio, Joelminha tinha uma coleira cervical no pescoço, mas estava medicada e passava bem.
Então segunda-feira eu fui trabalhar, bem faceira, cheia de história de dores pra contar. À meia-noite, da segunda pra terça, eu tomei meu remedinho cor de rosa e fui dormir. Aí eu acordei às 2 da manhã, de dor. Eu despertei de dor, pessoal, só que não era mais no pescoço. Era a mesmíssima dor, insuportável, absurda e absoluta, só que na região toráxica lateral direita, entre o peito e o quadril. 77 me botou no carro e me levou pra emergência do hospital Mãe de Deus, onde eu fui apalpada, furada, tirada o sangue, ganhei soro, mais raios-xises, me fizeram fazer xixi no pote e me deram um chá de poltrona a madrugada inteira. Eu fiquei no hospital até seis horas da manhã. Se não morresse de dor, morria de tédio e sono. No final, ainda ganhei, de bônus o diagnóstico de uma incrível anemia! Medicada e já sem dor, eu fui pra casa pela manhã, dormir e cuidar da vida. Ou seja: me consultar com um médico super bem recomendado, que me apalpou, me fez mais raios-xises - e eu já me sentindo a rainha do raio-x -, não chegou a conclusão nenhuma e ainda reclamou sobre a situação dos médicos sujeitos aos planos de saúde (oi?). Duplamente insatisfeita, hoje eu consegui ser atendida pelo meu ortopedista, que me apalpou - e eu já me sentindo a rainha da apalpação -, me fez perguntas e me passou mais uma bateria de exames (sem malditos raios-xises dos infernos) e já tem uma suspeita de processo inflamatório não sei das quantas e... eu acho mesmo que essa novela está só começando e que meu corpo não tá querendo se comunicar comigo. Ele tá só querendo me punir por todos esses 32 anos de inércia e sedentarismo e judiaria e má postura e desleixo comigo mesma.
Então agora eu tomo uns 3 remédios diferentes, eu faço exames, eu tenho medo de ter outra crise e eu rezo. Sim, momentos de dor fazem a pessoa se conectar ao cosmos, recuperar sua fé e se (re)conciliar com Deus. Aí eu juntei as mãozinhas, joguei meus zoínhos aos céus e rezei: "Querido deus, gosto muito de você, gosto do papai, da mamãe e de todos os meus amiguinhos. Quero que todas as crianças conheçam e gostem de você. Obrigada Deus, porque você é muito bom". Não é incrível que a mente da gente seja uma caixa preta desgovernada? porque eu consegui lembrar da Oração da Criança, emoldurada em um quadro no meu quarto, quando eu tinha 5 anos. Todinha! Sem errar nada! Aí depois da palhaçada eu puxei um banquinho e tive um plá com Ele, The Man: "Deus, eu sei que eu ando meio ausente, mas eu sou assim mesmo, pode perguntar pros meus amigos... então, eu tô aqui só pra pedir pra você me ajudar nessa, eu sou fraquinha e não posso com dor. Tchipo assim, se você fizer passar essa dor, eu prometo... não, eu não prometo nada, sem promessas... então... assim... ó, eu só queria dizer, sério mesmo, que eu gosto muito de você...". E eu devia estar gritando porque, de longe, o 77 me respondeu: "Eu também gosto de você!". Ao que eu re-respondi: "fica na tua, que eu tô falando com Deus!".
Então eu fui pra análise e emendei uma história linda sobre desacelerar e mudar de vida e "ver a leveza das coisas com humor", bem renato russo. Aí eu falei de papai e mamãe e aí eu chorei. E quando a psi perguntou: por que tu teve isso? Isso = esse piripaque físico com dor dilacerante. Eu sabia o que responder, sabia bem direitinho, mas eu não quis. Eu não quis dizer que, embora eu fique aqui fazendo piadinha eu sou, na verdade, uma pessoa pesada, estressada, irritada, impaciente, intolerante, nervosinha e macambúzia. Mas eu tô dizendo pra vocês. E vocês não sabem o quanto isso me custa. O quanto custa não teminar esse relato contando todas as histórias engraçadas da minha madrugada no hospital - sim, uma madrugada na emergência pode ser divertido - como o senhor que chegou com dor no dedo (no dedo!) e a moça com dor na barriga e dizia pro médico: "Doutor, minha barriga dói porque eu não consigo 'ir aos pés*'. Eu tentei várias vezes, mas não consegui". Ou como eu diverti as velhinhas nas salas de espera dos consultórios com minhas histórias esdrúxulas e relatos enviesados de vida. Eu podia viver disso, sabem? de divertir velhinhas nas salas de espera dos consultórios... Mas é isso. Por aqui um azedume debaixo da língua com gosto de pílula cor de rosa, pílula marrom e pílula branca com amarela.
(mas tá tudo bem, sim? sem dor e, tirando o azedume momentâneo do momento, eu já estou arquitetando O grande plano de mudança de vida também conhecido como Por uma vida mais saudável e fresquinha. eu só tô meio com raiva por eu ser tão dura comigo mesma em certos aspectos e me cobrar tanto - eficiência? pra que? - o tempo todo. mas isso é uma longa e outra história.)
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Ah. A cozinha do Chamego Center? Tá virada num poleiro. E a casa, inteirinha ela, o quadro da miséria. Mas eu e o 77 estamos bem calminhos. É bem calmo e quentinho no olho do furacão, sabiam? (e vai dar tudo certo no final, repitem comigo: vai dar tudo certo!)
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Música acidental:
DJ Dolores, com Doriana, marreclaro: "A minha dor não é a dor dela / A minha dor é Doriana e a dor dela é Adorela"
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* minúsculo dicionário gauchê: "ir os pés" = fazer cocô
# . por Joelma
Segunda-feira, Maio 25, 2009
ou MOBILIDADE DO MSD PRESERVADA
Sábado lindo, de sol e quentinho. 77 e eu dividimos o dia em três partes.
Pela manhã: nos perdemos pelas ruas do bairro São Geraldo, com seus nomes de estados e cidades, só pra achar o melhor custo benefício em molduras.
À tarde: começamos o projeto Extreme Makeover da cozinha, com direito a raspação de parede, muita sujeira e bagunça na casa toda, estilo sessão da tarde - transformando sua vida num verdadeiro inferno, sem data pra acabar.
À noite: a Joelminha aqui foi parar num pronto socorro traumatológico chorando, uivando e gemendo de dores dilacerantemente insuportáveis no ombro - ombro é modo de dizer; a dor começava no pescoço e ia até a metade do braço, descendo cintura abaixo. Ganhei três raios-xises, uma hipótese diagnóstica de cervicalgia, uma injeção no bumbum e um colar coisa linda de imobilização cervical, última moda em Paris, mas que, definitivamente, não me favorece. Voltei pra casa chorosa e com a bunda ardida.
Taí uma pessoa que sabe aproveitar um sábado de sol, quentinho e bem lindo.
Unhé.
...
Descobri que além de não saber lidar com a dor (emocional) dos outros, eu não sei lidar com a minha própria dor (física).
Unhé.
...
Diálogos:
(voltando pra casa, quase meia-noite)
77: Tá passando a dor?
Jojo: Não. Mas minha bunda tá ardendo.
77: Quem sabe tu te concentra na ardência da bunda e começa a esquecer a dor no ombro?
(em casa)
77: Você é bem mulherzinha, sabia?
Jojo: Sabe, Sete, eu queria saber lidar melhor com a dor. Pessoas que lidam bem com a dor sofrem menos.
77: Não, meu amor, pessoas que lidam bem com a dor ganham menos carinho.
Unhé.
...
O corpo fala. Essa é segunda vez, em menos de um mês, que o meu está tentando se comunicar comigo, mas eu não sei muito bem o que ele quer dizer.
Unhé.
...
Ainda dói. Mas só quando respiro. Literalmente (e isso não é uma piada).
Uuuuuuuunhé.
# . por Joelma
Quinta-feira, Maio 21, 2009
Então o 77 foi pra Buenos Aires, lembram? E teve gente que perguntou o que ele trouxe pra mim. Ele trouxe duas camisetas lindas de morrer que me couberam bem direitchenho, botões (sim, meu marido me trouxe botões e eu achei isso tão cute), pulseiras bolivianas (!), um cd de tango, uma niqueleira com um desenho fofo feito por umas meninas talentosas de lá, badulaques para casa e uma porção de fotos de mulheres na rua.
Eu que pedi. "Amor, fotografa argentinas pra mim, fotografa?". Era material de pesquisa. Eu queria saber como elas estão se vestindo, como estão se penteando, como é o estilo de rua da portenha. Então ele foi lá com sus três amigos e fotografou. Quase apanharam na rua, mas fotografaram.
E eu podia abrir aqui uma sucursal dos pampas do The sartorialist, mas não, eu não vou fazer isso. Porque o que eu vi foi um monte de mulher sem graça, mal vestida e de cabelos CHAPADOS. Isso mesmo: cha-pa-dos.
Se salvou só essa new-gotic-punk-rajneesh de boutique aí debaixo, clicada ao lado de um gato preto, em atitude mui suspeita, no cemitério da Recoleta, totalmente uôu!, e meia dúzia de adolescente espinhenta de all star velho, mas com alguma dignidade. Tô dizendo.
clique para ampliar
(Enquanto isso, sozinha na província, eu fiquei doente, queimei um fusível, cortei o cabelo, quebrei um teclado, dancei na sala, fui na Louloux e comprei o sapato mais lindo do mundo porque, afinal, meu sangue não é de barata.)
Agora, dá licença, que eu vou ali transformar uma cueca furada em top e já volto.
# . por Joelma
Terça-feira, Maio 19, 2009
Hoje pela manhã, 77 me abraça forte, me cheira o cangote e diz assim: "eu gosto de você porque você é pequena, cheirosa e quentinha".
Eu: Que lindo, meu bem, parece frase de criança de maternal dizendo porque gosta da mamãe.
77: Ou descrição de empada.
Eu já disse pra vocês, mas repito: assim é a vida no Chamego Center. (e o 77 é o melhor personagem que eu não inventei)
# . por Joelma
Quinta-feira, Maio 14, 2009
O tuíter matou meu blog? eu voltarei? há vida em marte? Afinal, Elvis morreu ou não morreu? Tostines vende mais porque é fresquinho? ou vice versa? vice versa perdeu o hífen? Eu sou o que eu como? eu sou o que eu amo? eu sou o que eu penso? Quem sou eu? Mãe é mãe, paca é paca? E jacaré? No seco anda? (Jacaré no seco nada, palhaço). O segredo da felicidade consiste mesmo em não entrar em polêmicas desnecessárias, Lauro Quadros? A ordem dos fatores não altera mesmo o resultado ou tudo é relativo? O que é relativo não é absoluto? O outdoor é reflexivo ou refletivo? O que há além do outdoor? E do arcoires? O melhor lugar do mundo é mesmo a nossa casa? Dinheiro compra felicidade? Em reaus, dólares, euros ou cruzados novos? "Ni uma ô ni duas?". Em três vezes no mastercard?
A gente vê tudo e não morre?
não me pergunte o que eu não sei.
(perca a razão, o sentido e a esperança. pergunte-me como)
# . por Joelma
Sexta-feira, Maio 08, 2009
Chorando, morrendo, gritando por dentro por causa do novo Pavão Macaco do WADO. Em looping.
Falando em Wado, eu disse que minha turma de faculdade fez uma festa pra comemorar os 10 anos de formatura agora, em maio? E que eu não fui?
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Sobre o outono. Eu não acho que a gente fique mais elegante no frio. A gente usa mais roupas, é diferente.
Falando em roupa: o xadrez é o novo preto?
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A pergunta retórica da semana não tem, necessariamente, a ver com CHE, mas com outro tipo de guerrilha - urbana, capitalista e, sobretudo, corporativa: ay que endurecer, sin perder la ternura?
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Porto Alegre, 15 graus, nublado. Vou ali tirar os casacos do armário.
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UPDATE: se você é ou está em Sumpaulo, vá ver e abraçar Denize Barros por mim amanhã, vá! E se afunde e se afofe nas bolsas mais lindas La Reina Madre e nos acessórios mais tchans. Depois não me venha com xorumelas. Amanhã, sábado, dia 9, na loja Mini Humanos de Pinheiros. Flyer-convite aqui.
# . por Joelma
Quarta-feira, Maio 06, 2009
"Maturidade é mais que imaturidade porque aqueles que têm maior tolerância a contrariedades estão em melhores condições de aproveitar a vida real, com menos sofrimento e mais alegria.
(...) é mais maduro quem vive mais alegre, mais sereno, melhor. Os indivíduos mais maduros ultrapassam mais rapidamente as turbulências e adversidades. Assim, também podem ser considerados mais fortes, uma vez que toleram tormentas maiores e até mesmo mais prolongadas. Podem seguir adiante menos magoados e menos traumatizados, o que sempre determinará um futuro mais feliz" (Flávio Gikovate, em "O mal, o Bem e Mais Além - egoístas, generosos e justos")
Foi Roberta Arabiane quem mo deu o livro do dotô Flávio. Agora que eu li (tô lendo) e assimilei (tô assimilando), eu tô assim, querendo erguer um altarzinho no meio da sala pro dotô. Um pra ele, outro pro Oscar Quiroga (amor e ódio todos os dias no seu horóscopo diário) e outro pra Tara Vermelha, que a índia tá tri na moda e a Tara Vermelha é o que há - repitam, depois de mim e junto comigo: Om Tare Tam Soha, infinitas vezes.*
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77 foi pra Buenos Aires hoje ver show do Heaven and Hell. Volta só domingo. Estou operando no modo Carente Profissional & Drama Queen - "ninguém me ama, ninguém me queeeer, ninguém me chama de Baudelaaaaaire" - King Size Volume Máximo.
Se me encontrarem na rua, já sabem: FUJAM.
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Uma imagem vale mais que mil desejos não realizados?

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Momento descontrol ou Eu perco o marido, mas não perco a piada. Dio, Iommi e 77: come amo vocês!
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Então é outono, finalmente, né? Então tá.
# . por Joelma
Terça-feira, Maio 05, 2009
Eu tava aqui, pensando no Second Life (!), enquanto me preparo pra fazer a seguinte declaração bombástica de chocolate: ADERI AO TUÍTER.
Ainda não sei exatamente o que tô fazendo lá, mas tô.
Agora não falta mais nada.
# . por Joelma
Sexta-feira, Maio 01, 2009
Tem coisas que são imperdoáveis. E algumas pessoas não podem nunca ser perdoadas pelas coisas imperdoáveis que fazem. Seu Jorge, por exemplo. Eu nunca - jamais, ever, jamé - vou perdoar esse senhor pelas versões bisonhas em português das músicas do Bowie. Como perdoar alguém que me faz cantarolar, involuntariamente, "zero a zero", agora, toda vez que ouço Rebel Rebel? Não pode. Não dá.
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Eu já vi muita coisa bizarra nessa vida. Mas nada tão chocante quanto uma customização de boneca Blythe. Se você tem nervos fracos, NÃO CLIQUE NESSE LINK!
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Falando em coisa bizarra... Sou louca pela Sarah Jessica Parker e pelo Matthew Broderick juntos. Agora, isso aqui é demais.
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Eu não sei vocês, mas eu tô a-pa-vo-ra-da com esse negócio de gripe suína. Eu, que adoro uma bisteca e que tenho um porquinho de porcelana - mezzo kitsch mezzo cafona - na minha cabeceira a fazer companhia nas leituras antes de dormir. Ah, eu tô.
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Não sei como vai ser o feriadão de vocês, mas aqui no Chamego Center já está sendo de fortes emoções e obras. Vejam só a programação do Grande Sábado de Aleluia, abaixo - em itálico, por 77 de Arrabéus:
coisa que a gente pode estar tentando sanar:
- Descarga do Banheiro, com a glória de Deus.
- A Régua Ungida do Criado Mudo
- Tábua da Santa Ceia Matinal: Fé até a Vitória.
- Luz Divina nas Trevas do Pátio
- Puxadinho Santo de Israel, ALELUIA GENTE!
Não vejo a hora de fazer uma visita a recém inaugurada Leroy Merlin!
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Em homenagem à Ísis D'avila e ao Ano da França no Brasil, a pergunta retórica da semana sai direto das páginas do Le Petit Prince, aquele menininho louro que ama uma rosa e caiu de um planeta imaginário no deserto do Saara: tu realmente te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas? E em que peso e em que medida?
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ATCHIM!
# . por Joelma
Segunda-feira, Abril 27, 2009
Era uma dessas ocasiões, reuniões de família, onde você encontra pessoas que raramente encontra. Só nessas ocasiões, raras, reuniões de família. Eu lembrava da Fulana bem diferente, muito mais magra, essa coisa toda. Quando saíram perguntei pro 77: "ela não costumava ser 'assim', antes dos filhos, né?".
Não, ela não era assim antes.
Em casa, eu já tinha até esquecido do ocorrido, 77 me pergunta: "tu me promete uma coisa?"
Eu; "o que?"
"Promete?"
Estúpida, aquiesci.
"Prometo. O que?"
"Nunca ficar igual à Fulana."
Pensei um pouco e respondi:
"Olha... farei o possível."
Mais um pouquinho:
"Setêeee?"
"Oi"
"Promete uma coisa?"
"O que?"
"Promete?"
"Tá prometo, o que?"
"Continuar me amando mesmo se eu ficar igual à Fulana?"
"Olha... farei o possível."
Bem feito.
E eu aqui achando que tava preparada pra crise dos sete anos em 2010.
# . por Joelma
Sexta-feira, Abril 24, 2009
Você se dá conta que envelheceu - e, não necessariamente evoluiu mas, se tornou, pelo menos, mais exigente - quando troca o áspero papel higiênico chechelento por um fofinho folha dupla com coelhinhos impressos em baixo relevo.
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A saquerinha (caipirinha de saquê) de morango é ou não é a invenção do capeta? Malditos ocidentais - no caso, nós!
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Bens materiais? Deixo quase nada. Minha coleção de usáveis pulseiras de plástico, talvez. De todos os tamanhos, cores e texturas. Elas não valem nada, mas são muitas - e tudo o que tenho. Um dia, quando a Valentina for maiorzinha e entender bem o significado das palavras, vou chamá-la num cantinho, abrir aquela gaveta mágica e dizer, em tom solene: "Meu amor, um dia tudo isso será seu".
# . por Joelma
Quarta-feira, Abril 22, 2009
Pois que segunda-feira, dia 20, eu tive três bons motivos pra comemorar. Vamos ver:
- 2 anos que eu deixei de ser míope
- 6 anos que 77 me salva do dragão diariamente
- 10 anos que sou uma jornalista diplomada formada
Numérico e eu fomos comemorar comendo sushi, bebendo saquerinha e discutindo coisas românticas, como o cúmulo das coisas. Chegamos a conclusão que, se tudo nessa vida tem um limite, o limite da comida é a pizza de pipoca e o sushi de nachos. Também lembramos, um para o outro, sobre a estranhice do povo russo, que nos encanta. Nós e nossas juras de amor. Eterno.
Ele me chama de "zurrilha". E eu acho lindo.
O nosso amor? a gente inventa, inventa, inventa...
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Sim, às vezes eu tenho que lembrar que sou uma pessoa tri feliz, em branco e preto e colorido, juntar as duas mãozinhas, jogá-las para os céus e largar, já, de bobice.
(então hoje eu nem vou contar pra vocês que andei três casas pra trás no tabuleiro do meu xadrez imaginário com a psi - esqueçam o videogame! - e o peão aqui não conseguiu matar o monstro no final, que era um misto de bispo, de rei e rainha, terríveis!, ao mesmo tempo.)
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"sou metal, raio, relâmpago e trovão"
# . por Joelma
Domingo, Abril 19, 2009
Se psicanálise fosse um videogame... quando eu pulo pra fase que a gente para de chorar quando sai da sessão?
(Sim, porque eu já passei da fase que a gente chora DURANTE a sessão. Agora eu fico impassível uma hora inteirinha, falando, falando, falando. Boto o pé na rua, o oclão na cara... desabo no chororô e saio pelo bairro dando voltas em torno de mim mesma, com a cara inchada, catando objeto metálico no chão - mas isso aí é outra estória de louco que eu conto, com riqueza de detalhes, pra vocês, um dia desses)
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Bom feriadão pra quem é de feriadão.
# . por Joelma
Quinta-feira, Abril 16, 2009
Sabadão de sol, 77 e eu fomos almoçar no restaurante japonês que adoramos lá no Mercado Público. Não fazia três minutos que sentamos, olho pro lado e estavam lá, as duas: a ex-psi e a atual psi, juntas!
Puxei o 77 pra baixo da mesa (ok, é só uma grande piada isso de puxar alguém pra debaixo da mesa pra contar alguma coisa que seria, a rigor, uma espécie de segredo, porque eu adoro quando eles fazem isso nos filmes, ou faziam. não faziam?):
- Não olha agora, mas, à tua esquerda, segunda mesa, estão a minha ex-psi e a atual. Juntas!
Ele disfarça, coloca o guardanapo na cabeça (não, ele não colocou, é só uma grande piada isso de colocar um guardanapo na cabeça quando quer se esconder de alguma coisa, camaleônico, mas se fica mais à mostra), olha de lado, e pergunta:
- Quem é a ex e quem é a atual?
- Tire suas próprias conclusões - respondo.
- Acho que a ex é a que tá de blusa de oncinha - responde, certeiro.
Eu não sei se isso já aconteceu com vocês, mas foi bem assim que sucedeu-se com moizinha aqui. Então eu fiquei me fazendo de blasé, olhando pro lado oposto, fingindo, o tempo inteiro, que o troço não era comigo. E todo mundo que sabe da história diz que aposta que as duas falaram sobre mim durante todo o almoço. Serááaaaa? O que é que eu faço agora, doutor?
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Alô, Freud? Ando com uma vontade - doida e inconfessável - de comprar uma blusa de oncinha! Tem cura eu?
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Minha melhor definição pra psicanálise até agora: psicanálise é uma paulada na cabeça. E a gente paga pra levar paulada na cabeça. Pode? Pior que pode...
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No próximo capítulo: encarando a psi - e a si mesma - na segunda feira como se nada fosse.
# . por Joelma
Terça-feira, Abril 14, 2009
Voltei a fazer os Tertolinos, cujos tecidos, linhas, agulhas e enchimentos estavam esquecidos em caixas e gavetas desde antes do Natal. Enquanto vou furando os dedos nesse atelier improvisado em cima da mesa, entre xícaras e potes de torradas, vou pensando que só mesmo costurar bonecos de pano sem boca é que pode me salvar de mim mesma nesse início de outono mormacento, quente e preguiçoso.
"Posso dizer que o processo de fabricação dos Tertolinos não usa mão de obra escrava?", pergunto pro 77.
"Pelo menos não chinesa", responde o numérico de lá do computador. E eu penso que é esse tipo de humor que me faz seguir gostando tanto dele, todos os dias.
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"Giorgio, eu sinto medo na longa estrada
O medo é a moda desta triste temporada
Giorgio, tá tudo assim nem sei tá tão estranho
A cor dessa estação é cinza como o céu de estanho"
(Zequinha Baleiro em Balada para Giorgio Armani)
# . por Joelma
Quinta-feira, Abril 09, 2009
É ainda sobre amores.
Essa foi a terceira vez que eu vi, bem de pertinho, um desfile do Alexandre Herchcovitch. É tudo muito lindo, tão luxuoso, é glorioso e tudo e tal Mas, pela terceira vez, me deu um negócio enquanto eu via o desfile. Demorei a descobrir: aqueles sapatos. Eu olho, de longe, os sapatos de Mr. Herchco e tenho a nítida sensação do extremo desconforto. Eu não sou o Herchcovitch porque não, eu não amo Herchcovitch.
(mas, sim, eu adorei a coleção masculina. só pra constar)
Eu amo o Didi Mocó e amo o Caetano Veloso. Seria eu o Didi Mocó? E o Caetano Veloso?
E o Didi Mocó e o Caetano Veloso juntos? Amo muito e sou isso: Didi Veloso, Caetano Mocó.
Eu sei, eu sei...
(Se vocês têm alguma dúvida que Didi Mocó e Caetano Veloso juntos é qualquer coisa, toquem PLAY aí embaixo porque esse papo já tá pra lá de Marrakesh)
"A moeda Número Um do Tio Patinhas não é minha um batalhão de cowboys barra a entrada da legião dos super-heróis
E eu superbacana vou sonhando até explodir colorido no sol nos cinco sentidos
Nada no bolso ou nas mãos
Um instante, maestro!
Super-homem Superflit, Supervinc, Superist, Superviva, Supershell, Superquentão..."
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O rapaz da informática passou por aqui e andou fazendo umas melhorias. Agora, ali no canto superior direito, você pode digitar o seu e-mail e - tchanram! - receber os posts desse monomulti na sua caixa de correio eletrônico a-b-so-lu-ta-men-te de graça, olha que beleza! Em breve: mais novidades. Aguardem!
# . por Joelma
Terça-feira, Abril 07, 2009
Marga Noronha é uma designer que há mais de 20 anos trabalha com design de bolsas e é uma das pioneiras em exportação desse produto no Rio Grande do Sul. Nesta quarta-feira, dia 8 de abril, eu, você e todo mundo terá a oportunidade de comprar peças assinadas por ela. São mais de 200 bolsas, a maioria em couro, do seu portfólio de exportação. A maioria das peças são protótipos, peças únicas, criadas para marcas americanas e asiáticas. Estarão à venda também algumas peças italianas compradas para demonstrar novas técnicas para as fábricas do Vale dos Sinos. É uma oportunidade única de adquirir peças da Marga a preços bem convidativos. E quem está por trás de tudo isso é a minha-sua-nossa amiga Baé, a mãe da Sophia. (e, sim, a Marga também é outra velha conhecida por ser mãe de uma querida amiga nossa, a Mi, artista plástica talentosíssima e que se debandou pras bandas do Rio de Xaneiro)
Gostou? Ficou interessada? Das 18h às 23 horas na Av. Venâncio Aires, 763 - ap 206 / Porto Alegre. Informações: 51 8423 0380, com Maíra Baé.
(lá estarei, peruando tudo o que eu tiver direito de peruar)

# . por Joelma
Segunda-feira, Abril 06, 2009
A gente é o que a gente ama?
(uma foto linda, que não existe, aqui)
- um tempo que não tenho, uma não alegria qualquer e todos os meu mil não sorrisos -
# . por Joelma
Quarta-feira, Abril 01, 2009
(ou ainda: "super uppper trendy, transada & muito chique")
77 me abraçou forte hoje pela manhã, olhou pra mim e disse:
"Tu tá tão linda, meu amor, parece uma aeromoça de vôo internacional"
O que é que eu faço com ele, heim? (uma sugestão bem dolorosa, por favor)
Eu já tava bem atrasada, então não dava mais pra trocar nada: uma peça de roupa, um acessório, a cor da sombra, o corte de cabelo. Nada.
Por sorte, sorte mesmo, minha estréia nas passarelas, nessa temporada outono-inferno, vai ser só amanhã. Talvez ainda dá tempo de renovar o guarda roupa e fazer um lifting?
# . por Joelma
Segunda-feira, Março 30, 2009
Nunca conversa telefônica, dessas intermináveis, mamãe disse que não nos ensinou, a mim e ao meu irmão, a ter ambição. O papo descambou pra um blá-blá-blá inútil (da minha parte) sobre valores, ética pessoal, qualidade de vida(s) e danação.
Uma semana depois, o troço volta à tona. Dessa vez, dentro de mim mess. Fiquei pensando se devo desconsiderar, deletar e esquecer, completa e definitivamente o assunto ou levar pro divã. O caminho do meio (e o que leva ao divã, no fim das contas) é uma punheteação mental fudida (como toda punheteação mental) sobre valores, ética pessoal, qualidade de vida(s) e danação.
Nenhum desses caminhos é fácil, sobretudo o primeiro - de socar o troço mastigado e não engolido em baús de madeira ferro & couro - cheio de "flestras" - e jogar em rios de águas rasas que transbodam na primeira chuva mais fortinha.
Vai pro divã ou não vai pro divã Lombardi? RA-RAI!
No próxima episódio do programa "Se é pra fuder, que comece me beijando": das mães, suas palavras e seus poderes. Acompanhado da sessão comentada de "O clube da felicidade e da sorte".
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É quase um desaforo, mas eu sei: não é a mim que eles procuram. Nem esses (MELHOR BUSCA DO TRIMESTRE! vejam bem, mas beeem direitinho, confiram todas as referências cruzadas e me digam: eu não mereço, né? não, eu não mereço. Sai capeta!)
# . por Joelma
